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Pronunciamentos na tribuna nesta quarta-feira

Confira o resumo dos pronunciamentos durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quarta-feira (30). A íntegra das manifestações dos deputados e deputadas pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões. Enio Bacci (PDT) começou tecendo críticas ao governo federal. “Vejo no governo Temer um governo desastroso, envolto num mar de corrupção, que está fazendo um mal muito grande a este país”, afirmou. Mesmo assim, disse que não se pode ficar cego diante do que está ocorrendo. Disse que suspeitava que muitas infiltrações estivessem ocorrendo no movimento dos caminhoneiros, mas se negava a acreditar. “Só que ontem eu não ouvi, eu presenciei um ato de bandidos em nome desse movimento”, informou, relatando que, em viagem de Lajeado a Porto Alegre, na BR 386, próximo a entrada de Montenegro, precisou parar em um posto de combustíveis para ver se o veículo não tinha sido danificado ao cair em um buraco. “Entra no pátio do posto uma camioneta Ranger prata, placas de Tabaí, quatro portas, com quatro bandidos dentro, o caroneiro com uma touca ninja, no banco traseiro dois bandidos com uma arma de calibre longo e o motorista de cara limpa freou bruscamente e parou na nossa frente para ameaçar o frentista dizendo que se fosse abastecido algum automóvel eles iriam incendiar o posto”, denunciou. Fez um apelo para que os caminhoneiros expulsem esses bandidos e “não permitam que manchem um movimento tão bonito”. Relatou ainda que recebeu informações de outros postos de gasolina que foram ameaçados e de caminhoneiros que estão sendo reféns para não abandonarem a paralisação. “O movimento pode ser considerado vitorioso ainda, mas se cair no caos que está sendo vislumbrado ali na frente, quem vai perder com o radicalismo é o povo brasileiro. Bandido não tem que estar em manifestação, bandido tem é que estar preso”, finalizou. Utilizando dois tempos, Stela Farias (PT) falou sobre a conjuntura política nacional. “O caos instaurado no país ocorrido nesta última semana pelo locaute organizado pelo baronato do transporte de cargas revelou uma pisão na base do governo ilegítimo de Temer", afirmou. “Setores do agronegócio, empresários do comércio varejista e do transporte de cargas que compõem a ultradireita chegaram ao seu limite, afetados pela desordem econômica e pelo controle de preços do mercado financeiro”, complementou. Segundo Stela, desde o afastamento “criminoso” da presidente Dilma Rousseff, há dois anos, já foram contabilizados 229 aumentos no diesel para garantir o lucro de acionistas minoritários e, assim, tornar a Petrobras mais atrativa ao mercado internacional. Informou que, durante os 12 anos de governo do PT, o preço do diesel subiu 16 vezes. “Esse é um dos grandes custos e interesses do golpe. A população vai pagar sim e já está pagando as contas”, avaliou. Para a petista, a nomeação de Pedro Parente para a presidência da estatal demonstra que o projeto político do governo nada mais é do que a entrega do país. “Parece que a crise de abastecimento do país não tem responsáveis, parece que a culpa é exclusivamente dos caminhoneiros. A covardia do governo ilegítimo de Temer só é menor do que a desfaçatez de atribuir ao PT a responsabilidade por esta crise”, declarou. Lembrou que, no governo Lula, a Petrobras se tornou a segunda maior petroleira do mundo e, graças a isso, se pode reconstruir a empresa naval brasileira. Conforme a deputada, o controle do governo sobre o preço dos combustíveis foi fundamental para o crescimento e estabilização da economia no país, ajudando a controlar a inflação. Disse ainda que os brasileiros, diante do projeto entreguista do governo, têm se voltado para a ideia da intervenção militar, muitos sem saber do que estão falando. “A confusão, a desesperança e o desespero colocam em sério risco a nossa frágil e combalida democracia”, avaliou. Ainda criticou a ideia de fechamento da Assembleia Legislativa, manifestada pela segunda vez pelo vice-governador José Paulo Cairoli. Tiago Simon (MDB) disse estar perplexo diante do difícil momento que a nação atravessa. Afirmou entender a legitimidade do movimento dos caminhoneiros na busca de justiça social e que representou a indignação de todos os que trabalham e produzem no país frente à ineficiência do Estado. Avaliando as negociações entre governo e caminhoneiros, lamentou o caráter político que o movimento começou a tomar. “Começamos a ver movimentos que expressam um caráter intervencionista”, destacou. Para o parlamentar, o caminho para a solução do Brasil não passa pela ditadura nem pelo regime autoritário. Disse que faltou mais diálogo e bom senso para que não se chegasse ao momento que vivemos, em que houve dificuldades no abastecimento de alimentos, combustíveis e rações animais. “Não nego que o atual governo perdeu a legitimidade, mas estamos a três meses de uma eleição”, continuou. Segundo Tiago, vivemos um esgotamento do atual sistema político e o desafio para as próximas eleições é inaugurar um novo ciclo político. Defendeu as reformas federativa, tributária e política como forma de viabilizar esse novo ciclo. Afirmou que não é com uma intervenção militar que essas mudanças vão ocorrer. “Esse processo deve acontecer pela via democrática, pelo voto popular”, defendeu.
30/05/2018 (00:00)

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