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Pronunciamentos na tribuna nesta quinta-feira

Confira o resumo dos pronunciamentos durante o período das Comunicações da sessão plenária do Parlamento gaúcho desta quinta-feira (24). A íntegra das manifestações dos deputados e deputadas pode ser ouvida no endereço www.al.rs.gov.br/legislativo, em áudios das sessões. O deputado Sérgio Turra (PP) voltou a comentar a paralisação dos caminhoneiros, “em consequência da absurda e constante elevação dos combustíveis, com destaque para o óleo diesel. Afinal, a economia do país movimenta-se sobre rodados de caminhões”, adicionou. Disse que sua expectativa era de que houvessem avanços em nova reunião que acontecia naquele instante em Brasília, entre governo e lideranças da categoria. No entanto, apontou, “não se pode aceitar que haja novos paliativos. São necessárias medidas concretas, de prazo alongado, para dar tranquilidade aos que dependem dos combustíveis e à sociedade como um todo”, apontou. Igualmente defendeu a redução de impostos sobre o produto. “São 16% de impostos federais e 29% de ICMS. Os Estados, como entes federados, devem mudar suas estratégias de arrecadação, de estrangulamento dos contribuintes, a partir da elevação de ICMS. Não se pode mais conviver com esta situação. O caminho deve ser outro, de gestão eficaz para atender a quem precisa”, analisou. Disse, ainda, que o país sofre com os desmandos por parte dos que estiveram 14 anos à frente do país. “Sofrem, lá na ponta, os pequenos produtores de suínos, de frango e de leite, estes últimos jogando fora sua produção, em num país com milhões de necessitados”, lamentou. Pedro Westphalen (PP) igualmente tratou da greve dos caminhoneiros. “É o resultado da exaustão desta categoria, que chegou ao limite. E a sociedade entende o que acontece, e dá seu apoio à classe”, ressaltou. Afirmou que no momento da economia nacional “não há como indexar os combustíveis (ato associado à elevação do dólar) sem que haja a indexação do restante. A sociedade não acompanha”, registrou. Lembrando que 88% da produção gaúcha são transportados pelas rodovias (e no país o número é próximo a isso), ainda como reflexos de políticas “equivocadas dos anos 50”, Westphalen observou que não há saúde econômica sem planejamento, e que os constantes aumentos dos combustíveis influenciam por demais a organização orçamentária. “É necessária uma política permanente para o setor, construída com seriedade e sinceridade social”, emendou. Informou, de outra parte, que numa outra oportunidade voltará á tribuna para fim específico de prestar contas quanto às ações da secretaria dos Transportes, da qual foi titular no governo Sartori. “Foram muitas as conquistas e muitos avanços e precisamos registrar as conquistas”, anunciou. Sérgio Turra (PP) voltou à tribuna para registrar ação da Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Crimes Rurais e Abigeato (Decrab), na Serra, “apesar de haver delegacias apenas em Bagé e Santiago. Este é um crime terrível, por todos o processo envolvido e porque, ao final, cai carne não fiscalizada na mesa do consumidor”. Informou que na ação foi descoberta nova forma de burlar a lei. “Agora existe o gado fantasma. O comércio clandestino de carne, sem o animal, por meio somente de notas, sendo que os animais são desviados”, comentou. Alertou para que todos os que são ligados ao campo, à produção de gado e carne, que acionem a Polícia quando detectarem irregularidades. “Foi assim que os agentes chegaram aos criminosos na Serra, por meio de denúncia. Não pode haver trégua à bandidagem”, sublinhou. Luiz Fernando Mainardi (PT) disse que estava na tribuna para trazer sua indignação em relação á saúde pública no RS, “em especial a situação lamentável da Santa Casa de Misericórdia de Livramento”, destacou. É algo nunca visto pela comunidade, prosseguiu. Conforme ele, a instituição está inviabilizada, “uma vez que o governo do Estado não cumpre com seu dever e responsabilidade, de repassar os recursos devidos à casa de saúde”. Lembrou que, no último ano do governo Tarso, a Santa Casa recebeu, em 2014, R$ 16 milhões. O máximo repassado pelo governo Sartori foram R$ 3 milhões, em 2015 e 2016. Não se tem números sobre 2017”, emendou. Segundo ele, a Santa Casa tem R$ 1,8 milhão mês de despesas e R$ 1,5 milhão mês de receita, “portanto trabalhando no vermelho, ao passo que atrasa a folha de pagamento dos funcionários entre dois e três meses. Em meio a este caos, profissionais estão deixando o hospital, ao passo que o Executivo deve aproximados R$ 2 milhões à instituição”, frisou. Disse que deixava seu protesto e indignação registrados, “ao mesmo tempo em que o município aguarda ação efetiva das autoridades”.
24/05/2018 (00:00)

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